País pede que pessoas que se curaram de coronavírus doem plasma.

Médicos afirmam que, em alguns casos, pacientes se recuperam em até 24 horas.

Imagem de microscópico mostra o novo coronavírus, responsável pela doença chamada Covid-19 NIAID-RML/AP As autoridades de saúde chinesas pediram, nesta segunda-feira (17), para que as pessoas que se recuperaram do novo coronavírus doem sangue para extrair o plasma com o objetivo de tratar os doentes que ainda se encontram em estado grave.

Os perigos da polêmica terapia com plasma que está na moda nos EUA China tem 1,7 mil mortes por novo coronavírus e mais de 70,6 mil casos confirmados Alguns médicos já estão usando infusões de plasma sanguíneo de pessoas que se recuperaram do coronavírus para tratar aqueles que ainda lutam contra a infecção.

O método é apontado como uma solução enquanto os laboratórios farmacêuticos ainda estão em busca de desenvolverem um tratamento e uma vacina contra o vírus. Casos de coronavírus pelo mundo – Atualizado em 17/02 às 10h30 Arte G1 Posição da OMS Mike Ryan, chefe do programa de emergências em saúde da Organização Mundial da Saúde (OMS) disse que o método é válido, mas que é importante acertar o tempo de aplicação do plasma para que ele seja eficiente à imunidade dos pacientes. O plasma de ex-pacientes que foram infectados pelo coronavírus contém anticorpos que podem reduzir a carga viral em pacientes graves, explicou a Comissão Nacional de Saúde da China durante uma coletiva de imprensa, realizada nesta segunda-feira (17). Pedido de doação de plasma "Gostaria de pedir aos que se recuperaram que doassem seu plasma.

Ao fazer isso, dariam esperança àqueles que ainda estão gravemente doentes", disse Guo Yanhong, funcionária da Comissão Nacional de Saúde chinesa. Em Wuhan, epicentro da epidemia, onze pacientes receberam transfusões de plasma na semana passada, anunciou o Ministério da Ciência e Tecnologia da China.

"Um deles já voltou para casa, outro conseguiu se levantar e andar, e os outros estão se recuperando.

Os ensaios clínicos mostraram que as transfusões de plasma (de pacientes curados) são seguras e eficazes", disse Sun Yanrong, pesquisadora do centro biológico do Ministério. Em uma postagem em uma rede social, o China National Biotec Group afirmou que os pacientes que receberam transfusões de plasma viram sua condição "melhorar em 24 horas".

"Apenas o plasma será usado, os outros componentes do sangue, incluindo glóbulos vermelhos e plaquetas, serão restituídos aos doadores", completaram. Bolsa de sangue dividida em hemácias, plasma e crioprecipitado Fabiana Assis/G1 Vídeos Veja vídeos sobre o tema: Epidemia do novo coronavírus ameaça levar economia do Japão à recessão Coronavírus: '97% dos doentes se recuperaram', diz médico francês que ficou em Wuhan Entenda como funciona a doação de plaquetas sanguíneas Cruzeiro no Japão é maior foco da doença fora da China Coronavírus: após contágio, autoridades buscam passageiros liberados em cruzeiro