Ex-policial do Bope, Adriano era acusado de integrar uma das principais milícias da cidade do Rio.

Ele foi morto no dia 9 de fevereiro em operação da polícia da Bahia.

O presidente Jair Bolsonaro disse na manhã desta terça-feira (18) ter pedido a realização de uma perícia independente da morte do miliciano e ex-capitão do Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar Adriano da Nóbrega.

"Primeiro eu estou pedindo, já tomei as providência legais, que seja feita uma perícia independente, que sem isso você não tem como buscar até, quem sabe, quem matou a Marielle.

A quem interessa não desvendar a morte da Marielle? Os mesmos a quem não interessa desvendar o caso Celso Daniel", afirmou na saída do Palácio da Alvorada.

De acordo com Bolsonaro, uma perícia independente deverá dizer se Adriano foi torturado e de que distância os disparos contra o miliciano foram efetuados.

"Pelo que tudo indica a própria revista Veja fez, a Veja ouviu peritos, e os peritos estão dizendo ali que, pelo que tudo indica, o tiro foi à queima roupa.

Então, foi queima de arquivo.

Interessa a quem a queima de arquivo? A mim? A mim, não.

O que é mais grave agora?", afirmou, em referência à reportagem publicada pela revista Veja na última sexta-feira (14) sobre a morte de Adriano.

Após mais de um ano foragido, o miliciano, conhecido como Capitão Adriano e apontado como chefe do grupo de assassinos profissionais Escritório do Crime e de uma milícia no Rio, foi morto em uma operação policiais no dia 9 de fevereiro, em um sítio na zona rural da cidade de Esplanada, na Bahia. Caso Adriano da Nóbrega: o que se sabe sobre o miliciano e a ação que resultou na sua morte Na manhã desta terça, Bolsonaro também comentou carta divulgada por governadores nesta segunda-feira (17).

No documento, eles criticam a postura do presidente da República e o convidam para participar do próximo Fórum Nacional de Governadores.

Nas últimas semanas, a ação policial na Bahia que resultou na morte do miliciano foi um dos temas que gerou atrito entre Bolsonaro e os estados.

“Esperava que esses governadores que assinaram a carta sobre isso, esse assunto específico, Adriano, vamos deixar bem claro, fossem querer uma investigação isenta no caso Adriano", disse Bolsonaro. No fim de semana, Bolsonaro indicou que a morte do miliciano pode ter sido uma queima de arquivo.

Essa hipótese é defendida pelo advogado da vítima, mas a polícia baiana argumenta que o miliciano estava armado e atirou contra os agentes no cerco feito em um sítio no fim de semana passado. Fantástico refaz o caminho da fuga do miliciano Mortes e homenagens Adriano da Nóbrega era suspeito de comandar um grupo criminoso que cometeu dezenas de homicídios, o Escritório do Crime. Ex-capitão do Bope, o miliciano foi expulso da PM por envolvimento com "jogo do bicho" e chegou a ser homenageado, mais de uma vez, pelo então deputado estadual Flávio Bolsonaro, hoje senador. Adriano Nóbrega era conhecido como Capitão Adriano.

Foragido havia mais de um ano antes de ser morto, ele era alvo de um mandado de prisão expedido em janeiro de 2019. Initial plugin text