Veja quais são as notícias de destaque nos jornais brasileiros A Folha de S.Paulo mostra, em sua primeira página, que a greve dos petroleiros, que chegou ao 17º dia nesta segunda (17), tem atraído apoio de partidos da oposição.

As legendas esperam que o movimento incentive outras mobilizações contra o programa de privatizações do governo Bolsonaro.

De acordo com a Folha, a expectativa da oposição é de que o movimento contra as privatizações ganhe força após o carnaval.

Partidos como PT, PSOL e PDT já manifestaram apoio à greve. Nesta terça-feira (18), a bancada do PT vai definir, junto com o ex-presidente Lula, estratégias de ampliação do movimento.

Segundo a Federação Única dos Petroleiros (FUP), a greve já tem a adesão de 21 mil empregados, com mobilizações em 121 unidades da Petrobras.

A categoria pede a suspensão de quase mil demissões e reclama de mudanças em temas como horas extras, que teriam sido definidas sem negociação no acordo coletivo.

A Folha ressalta que o pano de fundo da greve é o programa de venda de ativos que teve início no governo Dilma Rousseff e está sendo reforçado pelo presidente Jair Bolsonaro.

Além dos partidos de oposição, os caminhoneiros também se aproximaram do movimento.

Grevistas foram recebidos por caminhoneiros em Santos (SP) durante ato contra o preço dos combustíveis.

"Greve de petroleiros atrai oposição e caminhoneiros", destaca a manchete da Folha.  Greve dos petroleiros chega ao 17º dia com impacto em cidades de SC Banco Central Em sua reportagem principal, O Estado de S.Paulo revela o plano do Banco Central de propor mudança na legislação para permitir que um mesmo imóvel seja dado como garantia em mais de um financiamento.

Atualmente, um imóvel só pode ser dado em garantia em um financiamento.

Para o Banco Central, se a legislação for alterada, será possível ter taxas de juros mais baratas até do que as do empréstimo consignado, no qual a garantia é o salário do trabalhador.

Esse tipo de crédito, chamado de "home equity", é comum em outros países, mas é de difícil acesso e o estoque de concessão não passa de R$ 10 bilhões.

A garantia "guarda-chuva", como tem sido chamada pelo Banco Central, tem potencial para injetar um valor bruto de R$ 500 bilhões no mercado de crédito no longo prazo.

Segundo o diretor de Regulação do Banco Central, Otávio Damaso, o desafio do banco é fazer com que a garantia sirva para várias instituições financeiras.

Em vez de uma dívida, serão várias atreladas a mesma garantia.

"BC planeja uso de imóvel como garantia para mais de um empréstimo", destaca a manchete do Estadão.  Cedae Em seu título principal, O Globo dá destaque aos planos do governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, de privatizar as áreas de distribuição de água, coleta e tratamento de esgoto, além de vender a parte da Cedae que cuida da captação e do tratamento da água.

Segundo o jornal, o governo quer vender ações de parte da Cedae em uma operação na Bolsa de Valores em 2021.

Em entrevista ao Globo, Witzel afirmou que o governo já esta analisando o IPO (oferta de ações) e a ideia é vender 60% das ações para o mercado.

Outro plano para o setor de abastecimento do Rio é o leilão da Estação de Tratamento de Água Guandu 2, que ainda não começou a ser construída.

O governo pretende criar "uma segunda Cedae" no Estado e deve ficar com 40% das ações da nova estação.

“O mercado gostaria de ter duas empresas (de tratamento de água) concorrendo.

Isso vai evitar o desabastecimento no futuro", argumentou o governador.

O Globo informa ainda que o BNDES está conduzindo o processo de privatização das partes de distribuição de água e de coleta e tratamento de esgoto.

Vinte empresas estão interessadas na compra.

"Captação e tratamento de água serão privatizados, diz Witzel".

É o que sublinha a manchete do Globo.