Fotos feitas no Jardim Botânico do Rio de Janeiro mostram a natureza preservada e incentivam a conservação.

Foto de gavião atacando maracanã-pequena repercutiu nas redes de observadores Karolina Moreira/VCnoTG No ano de 2012, famoso pelo mito de que haveria o fim do mundo, a vida de Karolina da Fonseca Moreira em contato com a natureza começou.

Era o mês de junho quando a futura fotógrafa ganhou a sua primeira câmera.

Moradora do Jardim Botânico, no Rio de Janeiro, não era raro a observadora encontrar, durante os passeios diários e matinais, uma natureza presente e constante.

O equipamento compacto e modesto, porém, foi capaz de aproximá-la de feitos grandiosos.

Detalhes da natureza preservada no Rio de Janeiro é o foco do trabalho da fotógrafa Karolina Moreira/Acervo Pessoal “Eu tenho ela guardada até hoje como lembrança e recordação.

Lembro que meu primeiro registro fotográfico foi do frango-d’água-comum, na lagoa Rodrigo de Freitas, foi muito emocionante de ver aquela foto no display da câmera.

Para aquela época, uma felicidade imensa”, comenta. A felicidade só cresceu com o avanço da maturidade nos registros.

Um dos momentos que mais chamou sua atenção foi quando o lagarto teiú predou uma jandaia-de-testa-vermelha bem na sua frente, no próprio Jardim Botânico.

“Ele (o teiú) veio com tudo em cima dela e deu o bote.

Quis garantir seu café da manhã”, brinca.

Flagrante do ataque de lagarto teiú é uma das conquistas da fotógrafa do Rio de Janeiro Karolina Moreira/Acervo Pessoal E as predações não pararam de aparecer diante das lentes da observadora.

O registro mais recente, repercutindo com curtidas e comentários nas redes de observação de aves, é o de um gavião-asa-de-telha devorando uma maracanã-pequena.

“Quando avistei a cena de predação foi um momento de angústia e tristeza.

Eu estava longe, numa árvore alta e não pude fazer nada para ajudar o maracanã.

Mas é como eu digo e repito, mais uma vez, essa é a lei da sobrevivência: presa e o predador”, reflete a fotógrafa.

As fotos foram feitas no próprio Jardim Botânico e, por mais que mostrem uma ação que possa assustar, ajudam a mostrar a relação do homem com a natureza, preservando e cuidando do ambiente de forma que as espécies sintam-se livres para manifestarem seus instintos.

Observadora conta que apenas com um ataque o gavião capturou o psitacídeo Karolina Moreira/Acervo Pessoal Veja mais registros: Arapapá em voo foi registrado pela observadora de natureza Karolina Moreira/Acervo Pessoal Garça-moura em cena de predação também é um dos destaques do acervo Karolina Moreira/Acevo Pessoal