Decisão foi tomada após reclamação da Ordem dos Advogados do Brasil.

Lei Orgânica da Magistratura veda atividades político-partidárias.

G1 tenta contato com Bretas.

Presidente Jair Bolsonaro em evento no Rio; na segunda fileira, atrás do ministro Augusto Heleno, o juiz Marcelo Bretas Carolina Antunes/PR O corregedor do Conselho Nacional de Justiça, Humberto Martins, determinou nesta terça-feira (17) ao Tribunal Regional Federal da Segunda Região, com sede no Rio de Janeiro, que apure se o juiz Marcelo Bretas violou o dever funcional ao participar de um ato com o presidente Jair Bolsonaro no último fim de semana. No último sábado (15), Bretas acompanhou ao lado do presidente e de ministros do governo a cerimônia de inauguração da alça de ligação da Ponte Rio-Niterói à Linha Vermelha. O G1 tentava contato com Bretas até a última atualização desta reportagem.

Nesta segunda (17), Bretas postou uma nota em uma rede social na qual disse que a ida ao evento não prejudicou a independência dele. "Vale notar que a participação de autoridades do Poder Judiciário em eventos de igual natureza dos demais Poderes da República é muito comum, e expressa a harmonia entre esses Poderes de Estado, sem prejuízo da independência recíproca", publicou o juiz. A Lei Orgânica da Magistratura (Loman) veda atividades político-partidárias.

A decisão do CNJ foi tomada após reclamação apresentada pelo Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). A OAB questionou a presença do juiz federal do Rio, no dia 15 de fevereiro, em uma inauguração de obra da alça de ligação da Ponte Rio-Niterói com a Linha Vermelha e em uma festa evangélica na praia. A entidade argumentou ainda que ele violou os deveres funcionais e que teria, inclusive, andado no veículo da comitiva presidencial e postado vídeos em redes sociais. Martins considerou que o fato deve ser apurado para verificar se houve falta disciplinar.

A Corregedoria do Rio deverá comunicar ao CNJ o resultado da apuração no prazo de 60 dias.