Diretor do hospital informou que está solicitando segurança e mais um médico para o plantão.

Servidores pedem mais segurança em hospital no AC após casos de agressões e vulnerabilidade Arquivo pessoal Servidores do hospital Epaminondas Jácome, em Xapuri, interior do Acre, procuraram a delegacia, nesta terça-feira (18), e fizeram um boletim de ocorrência após sofrerem ameaças e agressões verbais de pacientes que chegam a unidade de saúde em busca de atendimento ambulatorial. Além disso, a unidade conta apenas com um médico plantonista e não tem segurança, segundo informou o diretor do hospital, João Cardoso, o que acaba deixando os servidores vulneráveis a estas agressões. A médica Deiviane Medeiros esteve na delegacia e contou ao G1 que a decisão partiu após vários casos de agressões verbais.

Ela ressaltou o caso mais recente de uma mulher que chegou com a filha, nesta terça, no hospital sem febre e postou um vídeo nas redes sociais dizendo que a criança estava passando mal e que a enfermeira não tinha prestado atendimento à ela. “Agressões estão ocorrendo diariamente, não só dela.

Ela postou um vídeo na rede social da enfermeira que atendeu, dizendo que a enfermeira estava ali e a filha dela passando mal e a enfermeira não deu confiança.

Mas, a história não é essa, ela já tinha me passado a ocorrência.

Eu estava com outra criança em estado crítico na área pediátrica e a mãe chegou com a filha que não estava com nenhuma emergência, ela estava afebril com temperatura de 37 graus”, disse a médica. Deiviane disse que os pacientes, muitas vezes, querem ser atendidos de forma rápida mesmo que não apresentem quadro de urgência e emergência. “O que acontece é que nossa unidade é de urgência e emergência, onde a gente tem como prioridade atender a população em estado crítico.

A prefeitura tem sete unidades básicas de saúde, todas completas, tem uma que faz atendimento à noite, mas, infelizmente, a população, por achar que o atendimento é mais rápido e que a gente está ali para atender na hora que eles chegam”, pontuou. Segurança O diretor do hospital, João Cardoso, disse que está requerendo à Secretaria Estadual de Saúde (Sesacre) dois médicos para o plantão e também um segurança 24 horas para que sejam divididos os atendimentos. “Temos um hospital vulnerável, estou com um documento pedindo segurança por conta de alguns episódios que estão acontecendo.

O hospital fica aberto e, às vezes, entram algumas pessoas até mesmo embriagadas e os profissionais estão vulneráveis”, disse. Além disso, o diretor ressaltou que a falta de outro médico no plantão acaba sobrecarregando para apenas um fazer os atendimentos gerais do hospital. “Acaba que gera uma sobrecarga aos profissionais, porque só tem um médico no plantão e ele tem que fazer ambulatório, atender entre 80 a 100 pessoas por dia, tem os internados, as emergências e, muitas vezes, tem que ir para Rio Branco com o Samu com paciente em estado grave.

Há uma sobrecarga”, conclui. O G1 entrou em contato com a Sesacre, mas até a última atualização desta reportagem, não obteve resposta.