A intenção é cobrar solução após queda do muro que separava o cemitério de uma obra; local foi interditado no dia 31 de janeiro.

Proprietários de jazigos se reúnem para criar associação em Divinópolis Reprodução/TV Integração As famílias que têm jazigos no Cemitério da Paz, em Divinópolis, formaram uma associação para cobrar por solução do problema causado após o desmoronamento do muro.

A reunião foi realizada nesta segunda-feira (18) e contou com a participação de representantes de 46 famílias.

A estrutura caiu no dia 31 de janeiro, o muro separava o cemitério de uma obra interditada.

Cerca de 30 jazigos foram atingidos.

Os restos mortais que estavam nos túmulos que corriam risco de desabar foram exumados pelo Corpo de Bombeiros.

Porém, os que desabaram com o muro seguem entre os escombros.

O local está interditado desde o incidente. Famílias que têm jazigos no Cemitério da Paz formam associação em Divinópolis Veja também Engenheiro nomeado pela Justiça começa elaboração de laudo técnico no cemitério Após queda de muro, familiares cobram solução para retirada de restos mortais dos escombros de cemitério em Divinópolis Medidas são avaliadas após queda de muro de cemitério em Divinópolis Muro de cemitério desaba em Divinópolis A reunião foi restrita às famílias no Divinópolis Clube, na sede campestre.

Dois advogados foram contratados para representá-los na Justiça. “Essa reunião foi decisiva, formamos a associação com o fim específico de formalizar a representatividade do grupo em busca das providências que precisam ser imediatamente tomadas, até mesmo tendo em vista que o fato foi no dia 31 e até hoje nada foi feito.

Com a representatividade formada, será possível estabelecer um canal de comunicação com a Prefeitura e também com a empresa”, explicou o advogado Diego Francisco Ribeiro.

Bombeiros exumaram os corpos que estavam nos jazigos que correm risco de desabar Mariana Milagre/G1 Espera por solução Os familiares cobraram uma solução para a retirada de restos mortais de parentes dos escombros.

A Prefeitura informou ao G1 nesta terça (18), que o laudo feito pelo técnico designado pela Justiça foi finalizado na segunda-feira e seria encaminhado para a Justiça no mesmo dia.

Os proprietários que tiveram os jazigos afetados disseram que desde 2017 as estruturas dos túmulos estão com problemas. Liminar A Prefeitura entrou com a ação para que fosse realizada a produção antecipada de prova em desfavor da empresa responsável pela obra.

O objetivo é a verificação da condição atual do solo que separa o cemitério da obra realizada no local. A Prefeitura justificou que a obra foi alvo de várias intervenções e notificações da Administração Pública, o que provoca receio de que a situação possa interferir em imóveis nas proximidades.

O juiz considerou na decisão que existem elementos que tornam admissíveis os pedidos da Prefeitura.

Entre eles, a necessidade de produção de prova para o conhecimento prévio das circunstâncias da queda – em tese, pelas obras ao lado do cemitério –, pelo risco de ter alterações no estado de fato que comprometam a produção de prova e risco de novo deslizamento. Segundo o representante das famílias, o engenheiro Pedro Paulo Nunes Soares, foram discutidas as medidas que devem ser tomadas.

Exumação Os militares do Corpo de Bombeiros de Divinópolis encerram, no último sábado (8), os trabalhos de exumação nos 35 jazigos do cemitério da Paz que corriam risco de desabamento. Os restos mortais que estavam sepultados nos túmulos que desabaram com o muro, ainda estão entre os escombros.

De acordo com a Prefeitura, o município aguarda uma autorização judicial para fazer a remoção e devida identificação destes restos mortais. Em relação aos restos mortais que já foram retirados do Cemitério, a Prefeitura informou que estes foram acondicionados em urnas e levados para o velório municipal, no Cemitério Parque da Colina, no Bairro Jusa Fonseca. Deslizamento O muro do Cemitério da Paz desmoronou na noite do dia 31 de janeiro.

No dia, a Prefeitura, responsável pelo local que fica na Avenida Paraná, informou que aproximadamente 30 jazigos foram atingidos. O deslizamento ocorreu logo depois de uma obra ao lado ter sido interditada pela Procuradoria Geral do município, diante dos riscos apresentados.

No dia do ocorrido, a assessoria de comunicação da Prefeitura informou que foi detectada falta de projeto arquitetônico e também do alvará para a etapa que estava sendo feita. Lonas foram colocadas na área afetada para evitar novos deslizamentos.

O local segue fechado para visitas e, de acordo com o Corpo de Bombeiros, o trânsito na Avenida Paraná, que chegou a ser interditado, está liberado, pois não houve necessidade de restringir o fluxo de veículos na via. O cemitério também está fechado para sepultamentos e, caso seja necessário, o município vai arcar com o serviço em algum outro cemitério, como por exemplo, o Parque da Colina, para fazer sepultamentos. Vídeo As imagens de uma câmera de monitoramento registraram o momento exato que o muro cedeu.

Nas imagens abaixo é possível ver que a parte inferior do muro aparece coberta por lonas e dá para perceber quando a terra começa a descer.

Em determinado momento, toda a estrutura desaba.

Ninguém se feriu. Câmeras de segurança registraram a queda do muro do cemitério de Divinópolis