Secretário de Transportes afirma que serviço de entrega é cada vez mais presente e que Emdec vai oferecer apoio no treinamento aos profissionais.

Número geral de mortes caiu.

Campinas (SP) teve aumento de 10% no número de motociclistas que morreram no trânsito da área urbana em 2019.

O índice contrasta com os óbitos gerais em decorrência de acidentes, que caiu 11% na comparação com 2018.

O secretário municipal de Transportes, Carlos José Barreiro, atribuiu parte dessa alta ao crescimento do serviço de entregas e disse que vai procurar as empresas para cobrar treinamentos.

"Nós temos um grande problema que veio acontecendo de maneira assim intensa nos últimos anos que é essa presença cada vez maior dessas pessoas que são entregadores de todos os tipos e usam motocicletas.

Esses entregadores eles estão, boa parte deles, naquele conjunto estatístico de morte no trânsito.

Não são só entregadores, tem outras vítimas também, mas eles estão lá", afirmou Barreiro.

Os dados apresentados nesta quarta-feira (19) pela Emdec, com base nos índices do Sistema de Informações de Acidentes de Trânsito do Estado de São Paulo (Infosiga), mostram que foram 58 mortes no trânsito na área urbana em 2018, sendo 32 de motociclistas.

Segundo o secretário e presidente da Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec), será feito "um trabalho grande com essas empresas que fazem entregas com motocicletas".

"Vamos mostrar para eles o que eles têm que ensinar para seus motociclistas, como eles têm que treiná-los.

Vamos oferecer apoio da Emdec para propiciar esse treinamento preventivo", afirmou o Barreiro.

Fabricantes e autoescolas Barreiro também afirmou que a Emdec vai procurar as fabricantes de motos e as empresas que treinam motociclistas, como autoescolas e outras que realizam cursos, para que a orientação sobre os equipamentos necessários aumente e que haja maior oferecimento de dicas de direção defensiva. "Você vê também meninos de 18, 19 anos que também estão nessas estatísticas, que morreram, você viu a quantidade de mortos entre 18 e 19 anos, são jovens, por quê? Por que provavelmente eles não tinham a habilidade necessária para pilotar uma motocicleta".

Há, ainda, a promessa de ampliar a fiscalização para coibir motocicletas com pneus carecas, lanterna queimada, além de motociclistas sem capacete e acima da velocidade.

"Dessa forma, vamos inibir essa tendência que está crescente".

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