Sentença desta quarta-feira (19) foi a primeira do juiz Luiz Antônio Bonat, da 13ª Vara da Justiça Federal de Curitiba, desde que assumiu os processos da operação, em março de 2019.

O ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque, o ex-tesoureiro do Partido dos Trabalhadores (PT) João Vaccari Neto e o operador financeiro Guilherme Esteves de Jesus foram condenados, nesta quarta-feira (19), em um processo da Operação Lava Jato que investiga propinas em contratos de navios-sondas com a Petrobras. Essa foi a primeira sentença do juiz Luiz Antônio Bonat, da 13ª Vara da Justiça Federal de Curitiba, desde que assumiu os processos da Lava Jato, em março de 2019.

A informação foi confirmada pela Justiça Federal. Renato Duque (colaborador): condenado a 6 anos, 6 meses e 10 dias por corrupção e lavagem de dinheiro, mais 152 dias-multa.

Início de cumprimento de pena em regime semiaberto; Guilherme Esteves de Jesus: condenado a 19 anos e 4 meses de prisão por corrupção ativa, lavagem de dinheiro e participação em organização criminosa, mais 362 dias-multa.

Início de cumprimento em regime fechado; João Vaccari Neto: condenado a 7 anos, 6 meses e 20 dias de prisão por corrupção, mais 188 dias-multa.

Início de cumprimento em regime semiaberto; O ex-diretores da Petrobras Pedro Barusco, Eduardo Musa e João Ferraz tiveram a condenação suspensa devido aos acordos de colaboração premiada.

O G1 tenta contato com os citados.

"Há prova categórica de que Guilherme Esteves de Jesus, representante do estaleiro Jurong, pagou vantagem indevida em sete contratos celebrados pelo estaleiro com a Sete Brasil, para o fornecimento de sete navios-sonda", diz trecho da decisão. Conforme o juiz, a propina foi calculada em 0,9% do valor dos contratos, que somaram mais de U$S 43,9 bilhões, e paga a ex-diretores da Petrobras e ao PT, "responsável pela sustentação política de Renato Duque no cargo de diretor da Petrobras". Veja mais notícias do estado no G1 Paraná.