No áudio, ele tenta coagir a esposa a confirmar seu álibi.

Ele foi o terceiro suspeito preso pelo crime contra Virginia Tavares Ferraz Ramos.

Áudio mostra conversa entre a esposa e um dos suspeitos de crime contra Virginia Um áudio obtido pelo G1 nesta quinta-feira (20) mostra uma conversa entre um dos suspeitos de participar do latrocínio de Virginia Tavares Ferraz Ramos, em conversa com a esposa dele, a coagindo a mentir durante depoimento à polícia.

A vítima do crime pelo qual ele é investigado era esposa do ex-candidato a governador do Estado de São Paulo, Claudio Fernando Aguiar, o Prof.

Claudio Fernando (PMN), e morava em Guarujá, no litoral de São Paulo.

A mulher foi assassinada no dia 3 de fevereiro, quando chegava ao trabalho e foi abordada por três criminosos, que anunciaram o assalto.

Um dos bandidos atirou e dois disparos acertaram Virginia, um na cabeça e outro no pescoço.

Ela chegou a ser socorrida e passou por uma cirurgia de emergência, no entanto, não resistiu aos ferimentos. No áudio da conversa entre Marcelo Adriano de Jesus, 3° envolvido preso pela Polícia Civil, a companheira dele explica que a polícia acessou o celular dela e encontrou um vídeo em que o marido aparecia dirigindo.

Em sua defesa, o investigado informou às autoridades que não dirigia, devido a um problema na perna.

Ela relata que "foi pega de surpresa" e não imaginava que a procurariam para ter acesso ao seu aparelho telefônico.

A mulher ainda diz ter medo que aconteça algo com ela, caso precise mentir, e afirma temer pelo filho pequeno.

Esposa de ex-candidato a Governador do Estado de SP morreu durante tentativa de assalto Arquivo pessoal Segundo o marido da vítima, Cláudio Fernando Aguiar, o homem teve acesso a um celular de dentro da cadeia.

"É assustador e revoltante.

Como dentro da cadeia o cara tem um celular? Ele deu um álibi falso, que estaria com a esposa, e alegou não saber dirigir.

Depois, vazou esse vídeo que mostra que ele estava dirigindo.

Foi a polícia que conseguiu esse vídeo ao chegar na esposa dele e acessar o celular dela", conta.

O carro utilizado no latrocínio de Virginia foi apreendido em São Sebastião, mesma cidade em que Marcelo, também dono do veículo, foi localizado.

"Quando a reportagem sobre o carro saiu, um dos moradores da rua reconheceu o local e mandou vídeos de câmeras de monitoramento, que mostram o irmão do Marcelo abandonando o veículo lá e ainda tirando uma foto", conta.

Carro foi localizado em São Sebastião, SP, e foi levado para o Guarujá Segundo Cláudio, o filho mais novo, de seis anos, está passando por tratamento psicológico após o ocorrido e a rotina sem Virginia ainda é muito difícil para os dois filhos mais velhos, de 16 e 18 anos.

"Está sendo muito difícil, sinto muita falta dela e o pior é ver as crianças sofrendo e ter que cumprir todas as obrigações sozinho.

Dividíamos as funções em tudo.

Eu quero justiça.

Ela [Virginia] não merecia o que aconteceu.

Passei todos os dias correndo atrás de provas para que a justiça seja feita e não vou parar até que tenha certeza que consegui isso", finaliza o político.

O G1 entrou em contato com a Secretaria de Segurança Pública (SSP), que informou que cientes de que circula um áudio atribuído a um dos envolvidos no crime de latrocínio citado, policiais civis do Guarujá seguiram em diligências na cadeia anexa ao 1°DP do município, onde apreenderam dois celulares.

Com a apreensão dos aparelhos, a equipe busca verificar a autenticidade do mencionado áudio e as circunstâncias em que foram produzidos.

A 6ª Corregedoria Auxiliar da Polícia Civil foi acionada para apurar responsabilidade funcional quanto ao acesso dos detentos aos objetos recolhidos na revista das celas. Relembre o caso Virginia foi até uma agência bancária, onde sacou uma grande quantia em dinheiro.

Assim que saiu do local, ela dirigiu até a esmalteria dela, localizada na avenida Miguel Alonso Gonzáles, no Jardim Las Palmas, Guarujá.

Quando estava chegando no estabelecimento, um homem anunciou o assalto. O pai da vítima, que estava no local, abriu a porta e escutou os três tiros.

Dois disparos acertaram Virgínia, um na cabeça e outro no pescoço.

Ela foi levada para o Hospital Santo Amaro, mas durante o procedimento cirúrgico, sofreu três paradas cardiorrespiratórias e morreu.

Dois suspeitos estão presos e um comparsa segue foragido. Virginia foi baleada quando chegava ao trabalho em Guarujá, SP Arquivo Pessoal Imagens de câmeras de monitoramento mostraram o principal suspeito de atirar em Virginia a seguindo momentos antes da tentativa de roubo.

No vídeo, a vítima aparece voltando da agência bancária e o suspeito passando de moto em seguida. De acordo com Claudio, o crime teria sido premeditado e sua esposa, a Virgínia Tavares Ferraz Ramos, de 38 anos, teria sido seguida por pelo menos 20 km pelos bandidos. Mapa mostra percurso de vítima onde, de acordo com marido, foi perseguida por bandidos. Reprodução