Animal foi encontrado por surfista e passa por tratamento no Instituto Gremar.

Imagem de raio-x indica ingestão de algo sólido.

Tartaruga-verde é resgatada em praia de Santos (SP) com linha de pesca presa à boca Divulgação/Instituto Gremar Uma tartaruga-verde , que foi resgatada com um anzol na boca e linhas de nylon enroladas no casco em Santos, no litoral de São Paulo, passa por reabilitação no Instituto Gremar.

O animal foi encontrado pelo surfista Picuruta Salazar e, durante a realização de exames, foi constatado por meio de raio-x a ingestão de resíduos sólidos nos intestinos. De acordo o Gremar, cerca de 80% a 90% dos animais que são recolhidos nas praias da Baixada Santistas são vítimas de ingestão de resíduos sólidos e petrechos de pesca 'esquecidos' no mar.

A tartaruga-verde (Chelonia mydas) que passa por reabilitação foi encontrada por Picuruta durante o surfe, na última quarta-feira (12). Em um vídeo publicado nas redes sociais (veja abaixo), Picuruta explica que estava surfando quando viu a tartaruga com uma linha de nylon enrolada no pescoço. "Quando estamos pegando onda sempre levanta alguma tartaruga para respirar.

Eu já tive treinamento com biólogos e consegui pegá-la.

J ia soltar, mas reparei a linha de nylon enrolada no pescoço.

Coloquei ela na prancha e levei até o raso, onde acionei o pessoal do Gremar", contou ao G1. Surfista resgata tartaruga em Santos (SP) com linha enrolada no pescoço Picuruta conta que viu uma linha dentro da boca dela também, mas não puxou por medo de ser um anzol.

Segundo avaliação das equipes, a tartaruga possuía uma linha de pesca multifilamentos presa na boca, além de diversos papilomas (lesões benignas) em seu corpo. Removida para o Centro de Reabilitação e Despetrolização de Animais Marinhos, em Guarujá (SP), ela passou por um raio-x de emergência para checar a possível presença de um anzol em seu trato gastrointestinal, mas esta possibilidade foi descartada.

Por outro lado, a imagem aponta estruturas que indicam a possível ingestão de resíduos sólidos nos intestinos. Uma semana após o resgate, a tartaruga segue sob os cuidados dos biólogos e médicos veterinários, em observação.

Novos exames e testes serão realizados para definir as próximas etapas do tratamento. Raio-X apontou estruturas que indicam a possível ingestão de resíduos sólidos nos intestinos de tartaruga resgatada em Santos (SP) Divulgação/Instituto Gremar Pesca 'fantasma' A pesca 'fantasma' é causada por equipamentos perdidos, abandonados ou descartados irregularmente nos oceanos – que continuam à deriva, pescando e ameaçando a vida e o bem-estar de milhares de espécies marinhas. Por se tratar de materiais específicos para pesca e captura, esses petrechos são incrivelmente resistentes e acabam machucando, prendendo e causando mortes lentas e dolorosas aos milhares de animais que se emaranham acidentalmente neles.

A marcação dos equipamentos comercializados irá reduzir o volume desses materiais nos oceanos, portanto, menos animais estarão em risco. Em todo o Brasil, 80% das mortes de tartarugas marinhas são ocasionadas por essa fatalidade, na qual os animais sofrem com uma morte prolongada e dolorosa, geralmente ocasionada pelo sufocamento ou fome. Tartaruga-verde foi resgatada em Santos (SP) com diversos papilomas (lesões benignas) no corpo Divulgação/Instituto Gremar