Registro difícil de ser feito se destaca no acervo de fotógrafo de Ribeirão Preto; fotos de mamíferos e outras aves também chamam a atenção.

Registro de um Martim-pescador prestes a mergulhar atrás de alimento Mateus da Silva/Acervo Pessoal Quando a gente olha uma foto muitas vezes não imagina o trabalho que o fotógrafo teve para conseguir registrar aquele exato momento.

O belo flagrante desse martim-pescador prestes a mergulhar, por exemplo, é resultado de uma verdadeira aventura.

"Fiquei aproximadamente três horas observando a atividade desta magnífica ave em um parque de Ribeirão Preto (SP) até consegui achar um ponto com uma luz muito boa para a fotografia.

Fiquei todo camuflado em meio ao mato alto e realizei aproximadamente umas 1.000 fotos das diversas tentativas de acertar este mergulho certeiro", conta o fotógrafo amador Mateus da Silva, de 34 anos. O alma-de-gato ocorre em todo o Brasil e tem uma vasta distribuição na América Latina. Mateus da Silva/Acervo Pessoal Há 11 anos o início da prática de camping e montanhismo reacendeu em Mateus uma paixão antiga: a natureza.

Quando tem um tempo livre ele se afasta da rotina estressante de bancário para fotografar a fauna e a flora. “Hoje a fotografia me faz sentir na melhor condição possível, é uma sensação de meditação, terapia pura.

Me sinto conectado com a natureza e com a vida, fico mais leve e mais feliz.” A foto favorita do Mateus foi registrada no Parque Nacional da Serra da Canastra (MG) Mateus da Silva/Arquivo Pessoal Os registros impressionam pela qualidade e são feitos normalmente em parques ecológicos, represas e rios da região de Ribeirão Preto (SP), onde ele vive.

Mas a fotografia preferida foi tirada na Serra da Canastra, em Minas Gerais, enquanto o bancário fazia uma expedição com outro amigo fotógrafo amador. “Vimos de longe um lindo casal de veado-campeiro e rastejamos para tentar enxergar um melhor ângulo do bicho, foi aí que me deparei cara a cara com uma linda fêmea, que encarou bem nas lentes e me presenteou com um belo registro”, conta. A ave talha-mar foi registrada em uma represa de Sertãozinho (SP) Mateus da Silva/Acervo Pessoal Segundo ele, a emoção de fotografar um animal no habitat selvagem é indescritível e por isso ele continua saindo semanalmente a procura de novos registros.

Na maioria das vezes, Mateus saí sozinho, mas ele também adora compartilhar esse momento com outras pessoas. “Eu gosto de sair a campo com outros fotógrafos, porque a gente acaba se incentivando, trocando experiências, técnicas e catálogos de espécies”, finaliza.

Confira mais registros Essa é uma águia-pescadora.

A espécie chega a medir 58 centímetros de comprimento Mateus da Silva/Acervo Pessoal Essa jandaia-de-testa-vermelha foi fotografada em Ribeirão Preto (SP) Mateus da Silva/Arquivo Pessoal A balança-rabo-de-máscara ocorre no Cerrado e em áreas urbanas. Mateus da Silva/Arquivo Pessoal A biguatinga se alimenta de peixes, anfíbios, cobras-aquáticas e outros organismos durante mergulhos longos. Mateus da Silva/Arquivo Pessoal