Outras três pessoas foram indiciadas por omissão de socorro.

Os suspeitos que estavam presos temporariamente tiveram suas prisões convertidas em preventivas.

Ronaldo Pescador, de 40 anos, foi morto após ser torturado, em Curitiba. Reprodução/RPC Quatro suspeitos de torturar e matar um professor de Geografia após uma festa, em Curitiba, foram indiciados pelos crimes de homicídio qualificado e homofobia.

A conclusão inquérito foi divulgada pela Polícia Civil nesta sexta-feira (21). O crime aconteceu no dia 30 de novembro.

De acordo com a polícia, o corpo de Ronaldo Pescador, de 40 anos, foi encontrado no próprio carro enrolado em um tapete, amarrado com fios elétricos e com uma peça íntima feminina dentro da boca. De acordo com a investigação, a vítima foi espancada e morta pelos suspeitos, motivados por homofobia.

Os suspeitos pelo homicídio foram indiciados pelos seguintes crimes: Marcelo Hortmayer - Homicídio triplamente qualificado, fraude processual, ocultação de cadáver, fornecer bebida alcoólica a adolescente, corrupção de menores e homofobia. Jhoe Matheus Mariano - Homicídio triplamente qualificado, fraude processual, ocultação de cadáver, fornecer bebida alcoólica a adolescente, corrupção de menores e homofobia. Gabriela Ferraz Gonçalves - Homicídio triplamente qualificado, fraude processual, ocultação de cadáver, fornecer bebida alcoólica a adolescente, corrupção de menores e homofobia. Guilherme Jesus Oliveira - Homicídio triplamente qualificado, fornecer bebida alcoólica a adolescente, corrupção de menores e homofobia. Outras três pessoas que, segundo a polícia, estavam na cena do crime foram indiciadas por omissão de socorro, fornecer bebida alcoólica para a adolescente, corrupção de menores e homofobia. Uma adolescente que estava na festa foi indiciada pelos atos infracionais fraude processual, ocultação de cadáver, omissão de socorro e homofobia. Professor foi morto após ser torturado, na casa de um dos suspeitos, em Curitiba. Reprodução/RPC Marcelo Hortmayer.

Jhoe Matheus Mariano e Guilherme Jesus Oliveira estavam presos temporariamente e tiveram suas prisões convertidas para preventivas, por tempo indeterminado. A polícia pediu a prisão preventiva de Gabriela Ferraz Gonçalves, mas o pedido foi indeferido pela Justiça. O G1 tenta localizar a defesa dos suspeitos. O crime De acordo com o inquérito, após os depoimentos das testemunhas e a reconstituição do crime, o professor foi morto dentro de uma casa para onde a vítima e os suspeitos foram após a festa rave. Segundo a investigação, os suspeitos e a vítima beberam e usaram drogas no local antes do crime. O professor começou a ser agredido com chutes, marteladas e golpes de cinta.

Segundo o relatório do inquérito, Marcelo, Jhoe e Guilherme agrediram e torturaram o professor.

De acordo com a polícia, Gabriela atuou como mentora do crime, ordenando o que os outros suspeitos deveriam fazer durante as agressões.

Segundo a polícia, as outras pessoas que estavam na casa não fizeram nada para conter as agressões. A investigação aponta que Marcelo ainda deu um golpe de faca no peito de Ronaldo Pescador. De acordo com a polícia, os suspeitos limparam as marcas de sangue de dentro da casa, enrolaram o corpo do professor e levaram até o local onde ele foi encontrado no dia seguinte. Veja mais notícias no G1 Paraná.