Em comunicado, o pré-candidato do Partido Democrata rejeitou a suposta ajuda russa.

Autoridades também alertaram para possível ajuda a Donald Trump.

O senador e pré-candidato democrata Bernie Sanders, durante comício em Durham, na Carolina do Norte, na sexta-feira (14) Reuters/Jonathan Drake Autoridades de inteligência do governo dos Estados Unidos avisaram o pré-candidato do Partido Democrata Bernie Sanders de que a Rússia está tentando ajudá-lo na corrida pela Casa Branca, informou o jornal "Washington Post" nesta sexta-feira (21). Em comunicado, Sanders rejeitou a hipótese de ser ajudado por um governo estrangeiro e sugeriu que a manobra da Rússia possa estar por trás na verdade de uma tentativa de "dividir os EUA" para reeleger o presidente Donald Trump (leia mais adiante sobre o assunto). Isso porque, nesta sexta-feira, agentes de inteligência avisaram parlamentares norte-americanos que a Rússia está interferindo na campanha eleitoral deste ano para que Trump seja reeleito. Em resposta, o pré-candidato democrata repudiou a suposta ajuda estrangeira e mencionou o presidente da Rússia, Vladimir Putin.

"Eu não me importo, de verdade, em quem Putin quer que seja presidente", afirmou. "Minha mensagem a Putin é clara: fique fora das eleições americanas, e como presidente eu vou assegurar de que você ficará", completou. Rússia nega nova interferência a favor de Donald Trump em eleição dos EUA Mais cedo, o presidente disse que a hipótese de que ele possa sair favorecido da suposta interferência da Rússia é uma "farsa".

Veja no VÍDEO acima. "Outra campanha de desinformação está sendo lançada pelos democratas do Congresso, dizendo que a Rússia prefere a mim a qualquer outro candidato dos democratas que não fazem nada", tuitou Trump. Não há informação sobre qual tipo de interferência a Rússia estaria tentando exercer sobre a candidatura do democrata.

Ainda de acordo com a reportagem, Trump também foi informado sobre a suposta ajuda da Rússia a Sanders, possível oponente do republicano nas Eleições Presidenciais dos EUA, previstas para novembro. Interferência em 2016 Bernie Sanders concorreu em 2016 com Hillary Clinton pela nomeação do Partido Democrata Reuters/Brian Snyder Autoridades norte-americanas identificaram uma tentativa da Rússia em ajudar Sanders também em 2016 ainda nas primárias do Partido Democrata contra Hillary Clinton — ela acabou nomeada para enfrentar Trump, mas saiu derrotada na eleição daquele ano.

Segundo o "Post", as ações da Rússia tinham por objetivo minar a confiança do eleitorado em Clinton para que, então, Trump fosse eleito.

O atual presidente nega que qualquer interferência estrangeira tenha sido feita para ajudá-lo. Em nota publicada nesta sexta, Sanders mencionou o caso de 2016.

"A Rússia usou propaganda de internet para para semear divisão no nosso país, e entendo que estejam fazendo isso de novo em 2020", disse. Rússia nega interferência Vladimir Putin, presidente da Rússia, durante reunião em Moscou Sputnik/Alexey Nikolskiy/Kremlin via Reuters O Kremlin negou nesta sexta-feira que a Rússia esteja interferindo na campanha presidencial de 2020 dos Estados Unidos para aumentar as chances de reeleição do presidente Donald Trump após relatos de que autoridades de inteligência norte-americanas alertaram o Congresso para a ameaça eleitoral na semana passada. Autoridades de inteligência disseram a membros do Comitê de Inteligência da Câmara dos Deputados em um briefing confidencial que a Rússia está interferindo novamente na política dos EUA antes da eleição de novembro, segundo relatou à agência Reuters uma pessoa a par do tema.

VEJA TAMBÉM: Ativistas pró-Trump colocam bonés da campanha em pombos Desde então, Trump demitiu o chefe de inteligência interino, substituindo-o nesta semana por um aliado político — uma decisão abrupta tomada enquanto democratas e ex-funcionários dos EUA acionavam o alarme por motivos de segurança nacional. Hillary Clinton e Donald Trump disputaram presidência dos Estados Unidos em 2016 Carlo Allegri e Shannon Stapleton/Reuters Autoridades dos EUA alertam há tempos que a Rússia e outros países tentarão intervir na eleição presidencial de 3 de novembro, seguindo o exemplo da intromissão russa na campanha de 2016, que terminou com a vitória surpreendente de Trump sobre a rival democrata Hillary Clinton. ANÁLISE: Inteligência dos EUA sob ataque de Trump Agências de inteligência norte-americanas concluíram que o Kremlin usou operações de desinformação, ataques cibernéticos e outros métodos em sua ofensiva de 2016 na tentativa de impulsionar Trump, uma alegação que a Rússia nega.

Trump, sensível a dúvidas sobre a legitimidade de seu triunfo, também questionou estas conclusões e criticou diversas vezes as agências de inteligência. Nesta sexta-feira, o Kremlin disse que as alegações mais recentes são falsas. "Estes são anúncios mais paranóicos que, para nossa tristeza, se multiplicarão à medida que nos aproximamos da eleição (dos EUA)", disse o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, aos repórteres.

"Eles não têm nada a ver com a verdade." Robert Mueller não inocenta Trump de obstrução de justiça A suposta interferência russa desencadeou uma investigação de dois anos nos EUA, comandada pelo procurador especial Robert Mueller.

Veja no VÍDEO acima. Mueller não encontrou indícios conclusivos de coordenação entre a Rússia e a campanha de Trump.

Ele também apontou 10 instâncias nas quais Trump pode ter tentado obstruir sua investigação, como os democratas alegaram, mas deixou que o Congresso decidisse sobre qualquer possível obstrução.