Ao todo, 12 mulheres foram assassinadas em janeiro de 2020.

Feminicídio Foto: Editoria de Arte/G1 Doze mulheres foram vítimas de mortes violentas em janeiro de 2020 na Paraíba, sendo uma por motivação de gênero.

O número de feminicídios representa 8,3% dos crimes violentos letais intencionais que aconteceram contra mulheres no primeiro mês do ano.

O número de feminicídios em janeiro igualou dois meses de 2019 (fevereiro e julho).

Em relação a janeiro de 2019, quatro mulheres foram assassinadas, sendo dois feminicídios.

Os assassinatos foram cometidos pelo companheiro ou ex-companheiro das vítimas.

No ano inteiro de 2019, o número de feminicídios representou 52% do total de mulheres assassinadas na Paraíba.

O número de feminicídios - 38 - foi superior ao de homicídios dolosos de mulheres, que não têm relação com o gênero - 32 casos.

Além disso, os dados também mostram que duas mulheres morreram por latrocínio, quando acontece o roubo seguido de morte, e outra por lesão corporal seguida de morte.

No total, 73 mortes de mulheres em 2019. Em 2018, esse percentual foi de 40,5%.

De acordo com o Núcleo de Análise Criminal e Estatística, foram registrados 84 Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLI) com vítimas do sexo feminino, sendo 34 desses, feminicídios - quatro a menos que no ano de 2019. O mês com o maior número de feminicídios foi o de abril.

Seis mulheres foram mortas por seus companheiros ou ex-companheiros.

Igualando a abril, o mês de outubro também registrou 6 feminicídios.

Em 2019, não houve um mês do ano que uma mulher não tenha sido morta por questões de gênero. Mulher assassina em Puxinanã Uma mulher de 21 anos e um homem de 29 anos foram encontrados mortos em uma residência no município de Puxinanã, no Agreste paraibano, no dia 9 de janeiro.

De acordo com a Polícia Militar, uma arma de fogo foi encontrada no local. Segundo a polícia, os corpos de Jucilene Cavalcante Bezerra e Jonas Mariano da Costa teriam sido encontrados um ao lado do outro, pelo companheiro da mulher. De acordo com as informações do marido da vítima à Polícia Civil, há alguns dias ele havia descoberto que ela tinha um caso extraconjugal.

Após conversa, o casal decidiu seguir com o relacionamento.

A hipótese que a polícia vai investigar é a de que a vítima teria tentado acabar o caso e o amante não teria aceitado, cometendo o homicídio seguido de suicídio.