Em 2020, cinco foram colocados em liberdade por esse motivo.

Acordo entre diversos órgãos tenta medida para diminuir problema.

Quase 70 detentos que deveriam estar no Presídio de Araranguá estão soltos Do início de 2019 até esta quarta-feira (26), 67 detidos foram soltos por falta de vagas no Presídio Regional de Araranguá, no Sul do estado.

O local está interditado desde 2014 por causa da superlotação.

Um acordo entre diversos órgãos da segurança pública e Justiça tenta uma medida para diminuir o problema. Por nota, a Secretaria de Administração Prisional e Socioeducativa disse que o Departamento de Administração Prisional (Deap) tem providenciado o remanejamento de presos para outras unidades da região.

Também afirmou que estão em andamento projetos de processos licitatórios para a construção de uma nova unidade. Problema Desde a interdição de Presídio Regional de Araranguá, é comum presos serem liberados por falta de vagas na frente do presídio antes mesmo de dar entrada no local.

Só neste ano, cinco pessoas com mandados de prisão em aberto foram detidas pela Polícia Militar, levadas para a unidade, mas soltas em seguida.

Uma média de mais de duas solturas por mês. Em 2019, 62 detidos foram embora sem ter pisado dentro da unidade.

Isso dá uma média de mais de cinco pessoas liberadas por mês com mandados de prisão em aberto. "É uma situação que, repito, já vem se arrastando já há algum tempo e, por conta disso, muitos meliantes que nós prendemos por mais de uma vez foram soltos por mais de uma vez em razão da falta de vagas", disse o comandante do 19º Batalhão da Policia Militar, tenente-coronel Ronaldo da Silva Cruz. Também já houve situações em que presos ficaram mais de uma semana na delegacia em Araranguá esperando por vaga em alguma unidade prisional do estado.

A capacidade da unidade prisional é 244 detentos, mas atualmente está com 360 presos. Esse limite é o definido pela Justiça.

Mas o número de detentos já chegou a ser bem maior: em 2017, o presídio abrigava 480 presos.

Eles precisaram ser remanejados pra outras unidades do estado. Medida paliativa Uma reunião entre o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), Poder Judiciário, PM e Deap definiu na semana passada uma medida para tentar diminuir o problema.

O preso com mandado de prisão em aberto vai ficar no presídio de Araranguá até as 7h da noite do dia seguinte em que der entrada na unidade.

É nesse prazo que a Justiça vai resolver o destino dele. "A medida é paliativa, ela vai ser estabelecida por um período de 30 dias, um teste, para verificar se de fato os juízes das outras comarcas e os juízes de Araranguá efetivamente vão conseguir dar vazão a esses mandados de prisão que são cumpridos pela Polícia Militar", explicou o promotor de justiça do MPSC Gabriel Ricardo Meyer. Mas a medida, segundo ele, não resolve de vez os problemas da falta de vagas.

"A solução definitiva passa pela construção de novas vagas, de novos estabelecimentos, principalmente um estabelecimento que abrigue, aqui na região Sul, presos definitivos", afirmou. Veja mais notícias do estado no G1 SC