Durante fiscalização do Carnaval, ao todo, 133 motoristas se negaram a fazer o exame que verifica se o condutor bebeu antes de dirigir.

Prática é considerada infração gravíssima.

Polícia Militar Rodoviária apresenta dados durante o Carnaval na região de Ribeirão Preto Durante a operação Carnaval da Polícia Militar Rodoviária, pelo menos 133 motoristas se recusaram a fazer o teste do bafômetro nas estradas da região de Ribeirão Preto (SP).

O número aumentou 118%, em relação ao mesmo período do ano passado, quando 61 condutores não quiseram realizar o exame que verifica se o condutor bebeu antes de dirigir. De acordo com dados da Polícia Militar Rodoviária, ao todo, 3767 motoristas realizaram o teste de etilômetro.

O balanço aponta ainda que nenhuma pessoa morreu nas estradas da região durante o Carnaval.

A negação ao teste é uma infração de trânsito gravíssima com a mesma penalidade de dirigir depois de beber, ou seja, com multa de R$ 2.934,70, possibilidade de suspensão por 12 meses e retenção do veículo. O tenente da Polícia Rodoviária Péricles Veronezi Flora diz que, mesmo com as fiscalizações de trânsito, o motorista é imprudente e ainda insiste em dirigir sob o efeito de álcool.

“Isso se deve, possivelmente, que a pessoa tenha bebido e se esquece de que ela está passível de responder administrativamente, de receber multa e ficar suspensa de dirigir por um ano e também ter que arrumar outro condutor habilitado para seguir no veículo”, afirma.

O tenente explica ainda que quando o motorista se nega a soprar o aparelho ele não é preso.

“Se ele fizer o teste ativo, que é o nosso bafômetro, e se der abaixo de 0,33 miligramas de álcool por litro de ar expelido, o condutor responderá apenas administrativamente, que é a multa e também a suspensão do direito de dirigir.

Já se constatar acima de 0,33, além da multa e a suspensão do direito de dirigir, o motorista também pode incorrer ao crime”, completa.

Tenente da Polícia Rodoviária Péricles Veronezi Flora diz que a recusa ao bafômetro é uma imprudência do próprio motorista Luciano Tolentivo/ EPTV Para o representante comercial Fábio Alves, o condutor que se recusa a fazer o teste do bafômetro coloca a vida de outras pessoas em risco e pode provocar um acidente fatal.

“Eu vim de Goiânia (GO) para cá a trabalho, vou retornar a minha cidade, então, posso cruzar com um cara desse na rodovia e acontecer o pior.

Isso é muito preocupante.

Eu faço o teste de etilômetro toda vez que me param.

Não me importo, porque não tenho coragem de beber e pegar a rodovia.

Isso eu não faço”, afirma.

Embriaguez No Brasil não há tolerância para nenhuma quantidade de álcool no organismo de um condutor.

Para que as normas vigentes chegassem à rigidez que têm hoje, entrou em vigor, em 2008, a lei 11.705, conhecida como Lei Seca. De acordo com o artigo 165 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), o condutor flagrado dirigindo sob a influência de álcool ou de qualquer outra substância psicoativa que determine dependência comete uma infração gravíssima. De acordo com a Associação Brasileira de Medicina do Tráfego (Abramet), embriaguez ao volante é a segunda maior causa de mortes no trânsito no Brasil.

A primeira é excesso de velocidade. Rodovia em Ribeirão Preto, SP Reprodução/ EPTV Veja mais notícias da região no G1 Ribeirão Preto e Franca