Secretaria de saúde da cidade iniciou a aplicação dos exames logo após primeiras confirmações da doença.

Proximidade com Estado de São Paulo também pode ser motivo.

Extrema credita número de casos confirmados de coronavírus à aplicação de testes rápidos Extrema (MG) é a segunda cidade com mais casos do novo coronavírus no Sul de Minas, atrás apenas de Pouso Alegre (MG).

De acordo com o boletim epidemiológico do município, são 42 contaminações, sendo três mortes por conta da doença.

O número elevado de infecções, de acordo com a secretaria municipal de saúde, pode ter um motivo: a aplicação de testes rápidos.

Além da proximidade com o Estado de são Paulo, as autoridades de saúde acreditam que a aplicação dos 200 testes foi uma forma de ir atrás do paciente antes que ele sinta sintomas e procure a atenção médica pública. “Nós estamos testando mais, então, um diferencial é que nós estamos fazendo busca ativa.

Consequentemente, vamos achar mais casos que os outros municípios.

A prefeitura investiu pesado em testes rápidos e testes com laboratório particular com resultado em quatro dias.

Isso nos permitiu fazer uma busca ativa não só dos pacientes sintomáticos que já estão chegando à rede pública, como também [chegar] na casa [das pessoas].

A gente já consegue fazer essa busca ativa maior e acaba que a gente realmente esse número um pouco maior”, pontuou a secretária de saúde de Extrema, Patrícia Cristina Lopes Carneiro.

Aplicação de testes rápidos é uma das explicações para o número elevado de coronavírus em Extrema (MG) Reprodução/EPTV Mais ações contra o coronavírus Desde o início da pandemia, a cidade decretou por três vezes o toque de recolher, entre às 18h e às 6h.

Durante este período, ninguém pode sair às ruas.

O comércio foi fechado só durante cinco dias, entre 22 e 27 de março.

E nesse tempo só ficaram abertos serviços essenciais. No fim de março veio a reabertura com regras pra evitar aglomerações, mas ainda há movimentação nas ruas do centro. Extrema (MG) é a segunda cidade do Sul de Minas com mais casos de coronavírus Reprodução/EPTV Alternativas durante a pandemia Enquanto a pandemia não passa, muitas pessoas fazem como a educadora Patrícia Tampelli.

Ela está em confinamento desde março e preocupada com o filho que tem bronquite.

Mesmo saindo só quando necessário, não esconde o medo da doença. “É uma mistura de medo, de ansiedade, do que pode acontecer.

A gente vê pessoas na rua que não estão se cuidando, mas fica o recado de que a gente precisa se cuidar”, disse a educadora.

A empresária Bella Guima precisou adaptar o restaurante dela e agora só faz entregas.

O comércio também virou local de confinamento. “Espero que todo mundo consiga se manter isolado e se manter em casa, para que não tenha uma explosão dos casos.

As pessoas precisam ter essa consciência, quem pode ficar em casa e quem pode trabalhar em homeoffice”, pontuou a empresária. Empresária adaptou o restaurante em Extrema (MG) por conta da pandemia Reprodução/EPTV Confirmações na cidade Os dois primeiros casos de corona foram registrados no dia 10 abril, uma semana depois já eram dez. A primeira morte foi confirmada no dia 24 do mês passado e atualmente a cidade tem 39 casos confirmados e mais três mortes.

Veja mais notícias da região no G1 Sul de Minas